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Desenvolvimento Canino

Cães de raças grandes, como o Pastor Alemão, nascem pesando entre 400 e 500 gramas e este peso costuma dobrar em 10 a 12 dias.
Nascem com os olhos fechados e por volta do 12º ao 14º dia há a abertura dos mesmos.  Inicialmente a íris é cinza azulada, mudando para a cor definitiva entre 30 e 45 dias de idade. A visão normaliza-se por volta de 21 a 30 dias de vida.
Os reflexos neuromusculares estão ausentes até o 7º dia, quando começam os reflexos de retirada desencadeados pelos estímulos dolorosos, mas a percepção da dor já está presente desde o nascimento.
Costumam rastejar do 7º ao 14º dia, começam a andar no 16ºdia, mas só caminham bem ao atingirem os 21 dias.
Com 2 a 3 meses de vida desenvolvem os reflexos de defesa.
A erupção dos dentes decíduos ou temporários, conhecidos como dentes de leite, inicia-se com 3 semanas e os dentes permanentes só começam a aparecer aos 4 meses de idade.
Se os dentes permanentes começarem a erupcionar sem que os decíduos tenham caído, deve-se consultar um veterinário para fazer a retirada dos dentes de leite, evitando que os permanentes cresçam de forma desordenada, o que pode acarretar problemas de oclusão provocando uma mordedura errônea. Isso pode levar a um desgaste maior de alguns dentes e até desgaste da articulação têmporo-mandibular. Além disso, a sobreposição dos dentes decíduos sobre os permanentes favorece o acúmulo de restos alimentares acelerando o aparecimento de cálculo dentário, conhecido como tártaro.

Nesta tabela você pode acompanhar a época normal de erupção dos dentes dos cães:

Dentes
decíduos
incisivos 4 a 5 semanas
4 a 5 semanas
5 a 6 semanas
caninos   3 a 4 semanas
pré-molares 4 a 6 semanas
4 a 6 semanas
6 a 8 semanas
Dentes
permanentes
incisivos 4 a 5 meses
4 a 5 meses
4 a 5 meses
caninos   5 a 6 meses
pré-molares 4 a 5 meses
5 a 6 meses
5 a 6 meses
5 a 6 meses
molares 4 a 5 meses
5 a 6 meses
6 a 7 meses

Contando os dentes das arcadas superior e inferior, lados direito e esquerdo, no total temos 28 dentes decíduos e 42 permanentes.

Arcada dentária do cão
vista de frente
Arcada dentária do cão
vista lateralmente
Vacinação

Vacinar seu cão de estimação é muito importante, pois assim você consegue evitar várias doenças, inclusive algumas muito graves e até fatais.
O esquema de vacinação deve ser montado pelo veterinário que acompanha seu animal, pois ele vai saber indicar a melhor idade para cada vacina.
Para você ter uma base da idade em que são feitas as vacinas, veja esta tabela, mas o veterinário pode alterar este esquema para adequá-lo à necessidade do seu animal.

Parvovirose, Cinomose, Hepatite, Parainfluenza, Coronavirose, Laringotraqueíte
1ª dose a partir de
45 dias de idade
Reforço após 30 e 60 dias
Revacinar
anualmente

Leptospiroses
1ª dose a partir de
45 dias de idade
Reforço após 30 e 60 dias
Revacinar
semestralmente

Bordetella, Parainfluenza tipo 2
1ª dose a partir de
30 dias de idade
Reforço após 15 ou 30 dias
Revacinar
anualmente

Giárdia
1ª dose a partir de
2 meses de idade
Reforço após 15 ou 30 dias
Revacinar
anualmente

Raiva
1ª dose a partir de 3 ou 4 meses de idade, dependendo da vacina utilizada
Reforço após 30 dias, dependendo da vacina utilizada
Revacinar
anualmente

Somente os veterinários têm autorização para administrar vacinas, pois eles são os profissionais que estão aptos a verificar o estado de saúde do seu bichinho antes da aplicação de qualquer medicamento.

Além disso, apenas os veterinários têm acesso a compra de vacinas de boa qualidade e procedência, quesitos imprescindíveis para que seu animal fique protegido pela vacina.


Alimentação
Os filhotes precisam se alimentar do leite materno pelo menos durante os primeiros 30 dias de vida, para que recebam os anticorpos da mãe e tenham uma nutrição adequada ao desenvolvimento do seu organismo nesta fase da vida.
Por volta dos 30 dias pode-se iniciar a alimentação pastosa, dando preferência às papinhas comerciais destinadas à fase de desmame. Outra opção é triturar os grãos da ração de filhote com água morna no liquidificador. Deve-se evitar o início precoce de qualquer alimento que não seja o leite materno, pois nesta fase o sistema imunológico gastrintestinal ainda não está completamente formado, então poderíamos estar colaborando com o aparecimento das intolerâncias e alergias alimentares.
Logo que o filhote seja capaz de ingerir alimento sólido, deve-se substituir a papinha por ração seca.
A maioria das rações indicadas para filhotes é usada até um ano de idade, mas devem-se seguir as recomendações do fabricante, já que há variação com o porte do animal e também de acordo com cada marca de ração.
Aliás, a recomendação quanto à idade deve ser respeitada por toda a vida, pois existem rações para filhote, adulto e idoso.
Alguns animais precisam de rações mais específicas, que devem ser indicadas por um veterinário. É o caso dos animais obesos, cardiopatas (com problemas no coração), nefropatas (com problemas renais), hepatopatas (com problemas no fígado) ou animais diabéticos. Há também rações recomendadas para problemas intestinais, doenças da pele, etc.
Filhotes precisam ingerir pequenas quantidades de alimento várias vezes ao dia. Quando são bem novinhos podemos fornecer seis refeições ao dia. Conforme vão crescendo, vamos diminuindo o número de refeições e aumentando a quantidade de alimento fornecido em cada uma delas. Ao tornarem-se adultos, podemos fornecer duas a três refeições ao dia. É importante que se alimentem pelo menos duas vezes ao dia, para evitar que ingiram uma grande quantidade de alimento de uma só vez, o que facilita a dilatação e torção do estômago, principalmente nos animais de porte grande. Isto pode levar o animal a óbito em questão de horas.
Além da ração, podemos oferecer frutas e petiscos exclusivos para cães, mas sem exageros.
Doces, pães, bolachas, bordas de pizza e restos das nossas refeições não devem fazer parte da alimentação dos cães.
Ossos, somente os artificiais produzidos especialmente para os cães, pois os ossos naturais podem se quebrar formando lascas perigosas à integridade do estômago e intestinos, além do risco de haver uma fratura em algum dente, pela dureza de sua composição.
Vermifugação
A primeira dose do vermífugo deve ser administrada entre 14 e 21 dias de vida, dependendo do medicamento escolhido e do estado de saúde do animal. É importante o acompanhamento de um médico veterinário, que é o profissional que saberá avaliar o estado de saúde do seu animal e escolher o medicamento mais adequado para ele. A dosagem do vermífugo varia de acordo com o peso do cão. Geralmente é administrada uma segunda dose duas semanas após a primeira, dependendo do medicamento escolhido.
A frequência com que se vermifuga um animal também deve ser estabelecida pelo veterinário que o acompanha, pois depende de vários fatores. Há influência do ambiente, sendo que animais que vivem em local com acesso à terra ou jardim geralmente precisam ser vermifugados com uma frequência maior do que os animais que vivem em quintais de piso frio, que é mais fácil de ser higienizado. Também é importante saber se o animal costuma passear nas ruas, onde a exposição aos locais contaminados é muito maior. Um ótimo método para avaliar a necessidade de se proceder uma vermifugação é o exame parasitológico de fezes. Este exame permite saber se o cão está com verminose e ainda nos revela qual o verme envolvido, guiando a escolha adequada do vermífugo a ser administrado. Na maioria das vezes a vermifugação é repetida anualmente.
Outra época importante para vermifugar o animal é antes de acasalar a fêmea, pois existem vermes que são passados da mãe para o filhote durante a gestação. E quando os filhotes nascidos já estiverem na fase de serem vermifugados, deve-se repetir a vermifugação da mãe junto com eles.

EM BREVE MAIS DICAS!
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Dra. Valéria Roveran
CRMV-SP 8519
Formada pela USP em 1995
Atendimento Dermatológico:
 
 
(11) 2958-4548 Clínica Veterinária O Cãoto do Gato
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